Frizando


Preconceito Contra Negros



Pesquisa mostra "racismo camuflado" no Brasil

O racismo no Brasil fica mais evidente quando o brasileiro identifica o negro com seu papel social. A constatação, obtida por meio de pesquisa, é da psicóloga e professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas, Ângela Fátima Soligo.
Na pesquisa, a professora, ou colaboradores treinados, pediu aos entrevistados que atribuíssem dez adjetivos aos homens e mulheres negros. Nessa primeira fase, houve equilíbrio. Os pesquisados utilizaram adjetivos positivos para definir os negros, como competentes, alegres, fortes. Em seguida, eles foram estimulados a qualificar esses adjetivos, atribuindo-lhes características.
O resultado final revelou que a maioria dos entrevistados, aí incluídos também os negros, limita-se a reproduzir os chavões sociais. O negro é alegre porque gosta de samba e Carnaval, forte porque se dá bem nos esportes e competente para trabalhos braçais. “O adjetivo é positivo, mas o papel social ligado ao negro mostra um preconceito arraigado na nossa cultura", apontou a professora.
Mesmo nas exceções, a regra se confirmou. "Houve um entrevistado que disse que o negro pode ser um advogado competente, mas apenas para livrar outros negros da cadeia, isolando-os à condição de bandidos e marginais", comentou Ângela. Ele reforçou a já conhecida tese de o brasileiro pratica o "racismo camuflado", na teoria diz que não tem preconceito, mas prefere limitar a raça negra a algumas categorias. "Não houve identificação do negro como intelectual ou político", afirmou.
Os dados da pesquisa foram semelhantes em todos os Estados pesquisados, inclusive na Bahia. Ela apontou que o modelo, a conduta e a história dos brancos são mais valorizados na sociedade. Com isso, os próprios negros acabam incorporando uma imagem negativa sobre sua raça.

TST fez primeiro julgamento sobre racismo - 1996

Ex-funcionário alega ter sido demitido da Eletrosul, em Santa Catarina, por ser negro. Negro, 48 anos, Vicente apelou e ganhou a causa em várias instâncias, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) inclusive, que considerou o racismo como um dos motivos da demissão do funcionário. Vicente trabalhava na Eletrosul havia 17 anos, exercendo a função de assistente técnico. Em 1992, foi colocado numa lista entre outros 2 mil funcionários, que deveriam deixar a empresa, mesmo contra sua vontade.
Em janeiro do ano passado, conseguiu, na Justiça do Trabalho, em Santa Catarina, uma liminar garantindo sua reintegração. No processo, três testemunhas depuseram em favor do funcionário e alegaram que havia conotação racista na demissão. "Eles disseram que meu chefe havia dito que poderia, a partir de agora, 'branquear' o departamento e um 'negão' iria embora". Na decisão, os juizes do tribunal confirmaram a existência de racismo. "Eles confirmaram o racismo e alegaram ainda, que uma empresa estatal como a Eletrosul, não poderia tê-lo demitido, sem que houvesse uma justa causa", explicou o advogado de Vicente.
O caso do funcionário está sendo acompanhado pelos Ministérios da Justiça e do Trabalho, além da Organização Internacional do trabalho (OIT).
No processo, a Eletrosul confirmou as afirmações do funcionário, mas alegou que se tratava de uma brincadeira.

Preconceito continua impune no Brasil


Apesar de existirem leis e alguns inquéritos, ninguém foi condenado por racismo.
Levantamento realizado pelo promotor e professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Christiano Jorge Santos mostra que o crime de discriminação ainda é ignorado pela polícia e Justiça no País. Em 22 Estados, entre 1995 e 2000, foram registrados 1.050 boletins de ocorrência, que resultaram em 651 inquéritos. Deste total, porém, apenas 394 viraram processos judiciais. Veja o gráfico abaixo:

Preconceito Contra Homossexuais

Em alguns países da Europa, o preconceito quanto a orientação sexual está diminuindo, enquanto isso no Brasil, o preconceito só aumenta.

Bélgica pode legalizar casamento homossexual

A Bélgica vem estudando a possibilidade de permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo, pouco depois de a vizinha Holanda ter se tornado o primeiro país a legalizar a união entre homossexuais.
A ministra belga da Saúde, Magda Alvoet, membro do Partido Verde Agalev, o menor da coalizão governista, afirmou que a legalização dos casamentos homossexuais seria um passo importante na luta para acabar com o preconceito contra homossexuais.
"O governo considera o direito de casar um direito constitucional, e a permissão de casar é a única que proporcionará um tratamento verdadeiramente igual entre casais heterossexuais e casais homossexuais'', afirmou em um comunicado.

Gays são proibidos de doar sangue no Brasil

A Coordenação de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde do Brasil através da Portaria 1376/93 proíbe aos homossexuais a doação de sangue.
Desde 1993, quando foi oficializada pelo Ministério da Saúde a Portaria n.1376/93, nenhum banco de sangue público ou privado do Brasil pode aceitar doação de sangue de homossexuais.

 

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