Tema - Preconceito







DEBATE – A violência e juventude. Como a juventude afro-descendente enfrenta a violência nos bairros do subúrbio e qual sua perspectiva sobre o presente e o futuro. Dia 19 de novembro – 15hs. No CEU - São Carlos.




Qual tipo de preconceito ocorre mais no Brasil?



Preconceito Racial
Preconceito pela Orientação Sexual
Preconceito contra classe Social
Preconceito contra Nacionalidade
Preconceito entre Religiões






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Para Refletir



PRECONCEITOS SOCIAIS E MINORIAS SOCIAIS: GÊNERO E RAÇA

* Profa. Lia Zanotta Machado (Professora Titular de Antropologia da UnB)

Algumas definições do dicionário que nos permitem a reflexão:

Preconceito: opinião formada antecipadamente, sem maior ponderação ou conhecimento dos fatos, julgamento formado sem se levar em conta fatos que o contestem, suspeita, ódio irracional, aversão.

Conceito: representação dum objeto pelo pensamento, por meio de suas características gerais; pensamento, idéia, noção, opinião.

Minoria: inferioridade numérica; a parte menos numerosa duma corporação deliberativa e que sustenta idéias contrárias às do maior número.

Raça: conjunto de indivíduos cujos caracteres sométicos tais como a cor da pele, a conformação do crânio e do rosto, são semelhantes e se transmitem por hereditariedade; o conjunto dos indivíduos com origem étnica, linguística ou social comum.

Sexo: conformação particular que distingue o macho da fêmea, atribuindo-lhes um papel determinado na geração e conferindo-lhes certas características distintivas.

Gênero humano: a espécie humana; a humanidade

Gênero gramatical: propriedade que têm certas classes de palavras de se flexionar para indicar o sexo ou a ausência do sexo.

Homem: qualquer indivíduo pertencente à espécie animal que apresenta maior grau de complexidade evolutiva, o ser humano.

Homem público: indivíduo que se consagra à vida pública ou que a ela está ligado.

Mulher: pessoa do sexo feminino, após a puberdade; esposa

Mulher pública: meretriz.


O que você pensa ao ver um homem vestido com roupa cor de rosa?


O que você pensa ao ver uma mulher vestida de azul?


O preconceito entre as cores não afeta somente a cor da pele. Mas também o modo com que as pessoas se encontram na sociedade.
Exemplo acima. Muito comentado. Por que mulheres podem se vestir de azul? Se homens sofrem um grande preconceito ao se vestirem de cor de rosa?
E quem foi que disse que a cor azul representa o homem?
E quem disse que rosa representa a mulher?
Todos de uma certa forma temos preconceito quanto a isso. Mas se formos parar para pensar no assunto veremos que não há fundamento.
Um homenem vestido de rosa não se torna menos homem.
Uma mulher vestida de azul não se torna menos mulher.
Essa é uma questão que deveria ser discutida e banida de vez da sociedade!
Autoria: Moradores Luzeni e Maicon
Não existe fundamento para o Preconceito! O respeito ao próximo vem em primeiro lugar.


Preconceito




A palavra “preconceito” tem como significado uma opinião ou um conceito formados por antecipação, geralmente com precipitação, destituídos de análise mais profunda ou conhecimento de determinado assunto, sem levar em consideração suficientes argumentos contrários e favoráveis, sem o devido cotejo entre os múltiplos aspectos que incidem sobre os fatos, por conseguinte, sem a suficiente e necessária reflexão.
O preconceito está geralmente relacionado com a ignorância, aqui vista como a ausência de conhecimento acerca de determinado assunto. Invariavelmente se encontra acompanhada da teimosia, que é sua escrava fiel.
Muitos dos conceitos que hoje assumimos como nossos, de nossa autoria ou simples concordância, nos foram na realidade legados através de confortáveis estereótipos transmitidos de geração em geração, muitas vezes sem justificativa plausível que os ampare como legitimas ou verdadeiros.
Nesse sentido, cabe a cada cidadão arguir, duvidar desconfiar, a todo instante, contestar as fórmulas prontas, os rótulos, as receitas acabadas, não apenas com o objetivo de buscar as próprias respostas para tudo, mas principalmente para minimamente reconhecer as “verdades” e as “mentiras” que povoam o cotidiano individual,, até para que a eventual “obediência ao sistema”, decorrente do pacto social anteriormente mencionado, se constitua no resultado de uma opção livre, segura, madura e espontânea.
Exercendo a sistemática confrontação das alternativas através da razão, da ponderação, do estudo (que proporciona o conhecimento), da experiência etc., naturalmente pode-se obter resultados significativos em prol do desenvolvimento moral e intelectual de todos e de cada um.
É preciso estar permanentemente preparado para enfrentar o “novo”, aquilo que ainda se desconhece, com o objetivo de melhor se relacionar com o futuro. Para tanto, é fundamental que as pessoas se encontrem desarmadas de idéias preconcebidas, despidas de preconceitos que em nada favorecem esse sempre difícil relacionamento.
Como é bom e confortável tratar com aquilo que já conhecemos, e, via de consequência, dominamos!
Entretanto, o “novo” se impõe a cada instante, Incomoda a quem não está suficientemente preparado para recebê-lo. Destrói aqueles que o rejeitam.
É comum acreditar que o preconceito só existe no “outro”. Apenas o “outro” é preconceituoso, esquecendo-nos de olhar para nós mesmos, ver o quanto de preconceito carregamos junto a nossos valores, até porque a circunstância mais grave dessa problemática é exatamente a de acharmos que nós próprios não possuímos preconceitos.


Autor Desconhecido.

Tipos de Preconceito



Existem várias formas de preconceito, algumas que nem são realmente consideradas preconceito. Como o nome já diz, o preconceito é um "pré-conceito", ou seja, um conceito previamente formado para julgar uma pessoa ou um grupo de pessoas; como aqueles velhos conceitos que dizem que todo português é burro ou que negro não é gente, entre outros absurdos.

Preconceito racial:
Esse todo o mundo conhece... brancos contra pardos contra negros contra amarelos contra vermelhos contra... é um monte de cores contra um monte de cores.
E o pior que não tem quem nunca tenha dito, mesmo que só por "brincadeira", alguma coisa contra a cor ou "raça" de uma outra pessoa.

Preconceito quanto à classe social:
É muito raro encontrar alguém que nunca tenha visto Caco Antibes (personagem de Miguel Falabella no programa Sai de Baixo, exibido pela Rede Globo de Televisão) dizendo algo parecido com "eu tenho horror a pobre" ou "...coisa de pobre". Como também é raro encontrar quem não o diga...
Também não tem quem não diga "aqueles grã-finos que...". Pode parecer apenas uma brincadeirinha de mau gosto (péssimo gosto) mas também é preconceito.

Preconceito quanto à orientação sexual:
Nem é preciso dizer que, a não ser que você leve uma cantada, nem você nem ninguém tem coisa alguma a ver com a opção sexual de uma outra pessoa. Mas muitas pessoas são agredidas pelo fato de ser homossexuais.

Preconceito quanto à nacionalidade:
Nem todo português é burro como nem todo baiano é preguiçoso... Todo brasileiro fala mal de norte americano (ou pelo menos um monte de brasileiros), mas é bem verdade que no Brasil o que mais se faz é imitar americano, tanto na linguagem (chat, login, homepage...) como na cultura ou, como pode se dizer, na alimentação (e haja fast-food).

Preconceito contra deficientes:
Seja o deficiente físico ou mental, não tem jeito... é só sair na rua que todos olham torto, mantêm distância, como se a deficiência fosse algo contagioso, ou melhor, altamente contagioso.
E não é só de olhar torto que existe o preconceito, eles são rejeitados e, quando precisam, ninguém se dispõe a ajudar.
Para essas pessoas, é muito difícil fazer amizades e ainda mais difícil ser aceita pela comunidade.

Preconceito entre religiões:
Hitler não acabou com os judeus... mas tentou, numa terrível demonstração de preconceito não só contra judeus, mas contra todas as pessoas que não fossem arianas. Mas não é preciso declarar guerra para ser preconceituoso nesse ponto... basta ficar reclamando da religião de alguém (ou do fato da pessoa não ter religião alguma) que já é preconceito.

Frizando


Preconceito Contra Negros



Pesquisa mostra "racismo camuflado" no Brasil

O racismo no Brasil fica mais evidente quando o brasileiro identifica o negro com seu papel social. A constatação, obtida por meio de pesquisa, é da psicóloga e professora da Faculdade de Educação da Universidade Estadual de Campinas, Ângela Fátima Soligo.
Na pesquisa, a professora, ou colaboradores treinados, pediu aos entrevistados que atribuíssem dez adjetivos aos homens e mulheres negros. Nessa primeira fase, houve equilíbrio. Os pesquisados utilizaram adjetivos positivos para definir os negros, como competentes, alegres, fortes. Em seguida, eles foram estimulados a qualificar esses adjetivos, atribuindo-lhes características.
O resultado final revelou que a maioria dos entrevistados, aí incluídos também os negros, limita-se a reproduzir os chavões sociais. O negro é alegre porque gosta de samba e Carnaval, forte porque se dá bem nos esportes e competente para trabalhos braçais. “O adjetivo é positivo, mas o papel social ligado ao negro mostra um preconceito arraigado na nossa cultura", apontou a professora.
Mesmo nas exceções, a regra se confirmou. "Houve um entrevistado que disse que o negro pode ser um advogado competente, mas apenas para livrar outros negros da cadeia, isolando-os à condição de bandidos e marginais", comentou Ângela. Ele reforçou a já conhecida tese de o brasileiro pratica o "racismo camuflado", na teoria diz que não tem preconceito, mas prefere limitar a raça negra a algumas categorias. "Não houve identificação do negro como intelectual ou político", afirmou.
Os dados da pesquisa foram semelhantes em todos os Estados pesquisados, inclusive na Bahia. Ela apontou que o modelo, a conduta e a história dos brancos são mais valorizados na sociedade. Com isso, os próprios negros acabam incorporando uma imagem negativa sobre sua raça.

TST fez primeiro julgamento sobre racismo - 1996

Ex-funcionário alega ter sido demitido da Eletrosul, em Santa Catarina, por ser negro. Negro, 48 anos, Vicente apelou e ganhou a causa em várias instâncias, no Tribunal Regional do Trabalho (TRT) inclusive, que considerou o racismo como um dos motivos da demissão do funcionário. Vicente trabalhava na Eletrosul havia 17 anos, exercendo a função de assistente técnico. Em 1992, foi colocado numa lista entre outros 2 mil funcionários, que deveriam deixar a empresa, mesmo contra sua vontade.
Em janeiro do ano passado, conseguiu, na Justiça do Trabalho, em Santa Catarina, uma liminar garantindo sua reintegração. No processo, três testemunhas depuseram em favor do funcionário e alegaram que havia conotação racista na demissão. "Eles disseram que meu chefe havia dito que poderia, a partir de agora, 'branquear' o departamento e um 'negão' iria embora". Na decisão, os juizes do tribunal confirmaram a existência de racismo. "Eles confirmaram o racismo e alegaram ainda, que uma empresa estatal como a Eletrosul, não poderia tê-lo demitido, sem que houvesse uma justa causa", explicou o advogado de Vicente.
O caso do funcionário está sendo acompanhado pelos Ministérios da Justiça e do Trabalho, além da Organização Internacional do trabalho (OIT).
No processo, a Eletrosul confirmou as afirmações do funcionário, mas alegou que se tratava de uma brincadeira.

Preconceito continua impune no Brasil


Apesar de existirem leis e alguns inquéritos, ninguém foi condenado por racismo.
Levantamento realizado pelo promotor e professor da Pontifícia Universidade Católica de São Paulo (PUC-SP) Christiano Jorge Santos mostra que o crime de discriminação ainda é ignorado pela polícia e Justiça no País. Em 22 Estados, entre 1995 e 2000, foram registrados 1.050 boletins de ocorrência, que resultaram em 651 inquéritos. Deste total, porém, apenas 394 viraram processos judiciais. Veja o gráfico abaixo:

Preconceito Contra Homossexuais

Em alguns países da Europa, o preconceito quanto a orientação sexual está diminuindo, enquanto isso no Brasil, o preconceito só aumenta.

Bélgica pode legalizar casamento homossexual

A Bélgica vem estudando a possibilidade de permitir o casamento entre pessoas do mesmo sexo, pouco depois de a vizinha Holanda ter se tornado o primeiro país a legalizar a união entre homossexuais.
A ministra belga da Saúde, Magda Alvoet, membro do Partido Verde Agalev, o menor da coalizão governista, afirmou que a legalização dos casamentos homossexuais seria um passo importante na luta para acabar com o preconceito contra homossexuais.
"O governo considera o direito de casar um direito constitucional, e a permissão de casar é a única que proporcionará um tratamento verdadeiramente igual entre casais heterossexuais e casais homossexuais'', afirmou em um comunicado.

Gays são proibidos de doar sangue no Brasil

A Coordenação de Sangue e Derivados do Ministério da Saúde do Brasil através da Portaria 1376/93 proíbe aos homossexuais a doação de sangue.
Desde 1993, quando foi oficializada pelo Ministério da Saúde a Portaria n.1376/93, nenhum banco de sangue público ou privado do Brasil pode aceitar doação de sangue de homossexuais.

 

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